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[Matéria] Tirando mais potência de carros turbos originais

Sinta-se à vontade para debater sobre mapas de acertos em fueltechs e pandoos e também falar sobre remapeamento centrais.

Moderador: Equipe-D

[Matéria] Tirando mais potência de carros turbos originais

UNREAD_POSTpor Dinho » Qua, 06 Out 2010 12:28

Simples, rápido e surpreendente
Válvula eletromagnética abre grandes possibilidades na preparação de turbos originais
Texto e ilustração: Iran Cartaxo

Fonte: http://www2.uol.com.br/bestcars/ic-turbo.htm

O mercado nacional tem aberto grande gama de ofertas de motorização, com recursos tecnológicos utilizados cada vez mais diversos: multiválvulas, turbo, comandos de ação variável, coletor de geometria também variável e muitos outros. O também grande número de soluções aplicadas a cada um destes recursos torna cada linhagem de motores realmente única do ponto de vista mecânico, exigindo dos que trabalham nesta frente a constante atualização, desenvolvimento de novas idéias e aceitação de novos pontos de vista.

O ambiente de preparações não tem ficado a margem destas mudanças. Mesmo sendo um setor tradicionalmente conservador, repleto de lendas e de vertentes diversas, os profissionais de preparação do país têm-se visto obrigados a se atualizar, mudar pontos de vista, rever conceitos do que é possível e, acima de tudo, se dedicar à deliciosa tarefa de melhorar ainda mais os já ótimos propulsores à venda. Apesar das dificuldades inerentes em lidar com novas tecnologias e dos problemas em adaptar velhas soluções ao novo ambiente, cada vez mais tem aumentado a capacidade de controle sobre as variáveis que influem no comportamento do motor, facilitando o trabalho dos profissionais e tornando possíveis resultados antes impensáveis.

O desafio imposto pelos novos motores ao setor de preparação não se reduzem a problemas: há também as vantagens, entre elas algumas bastante recompensadoras aos olhos dos consumidores. Quem não gostaria de transformar um "pacato" médio esportivo num carro de 230 cv ao custo aproximado de R$ 600? Pois isso já é possível no Brasil, bastando algumas poucas mudanças que, ajudadas pelos recursos já a disposição no propulsor original, resultarão em um carro muito forte e exclusivo a um custo realmente interessante.

Não falamos em nenhum milagre e sim das possibilidades abertas pelo remapeamento em motores turbo controlados pela eletrônica embarcada. Como todos sabem, a potência de motores sobrealimentados está diretamente ligada à quantidade de mistura empurrada para dentro dos cilindros. No caso do turbo essa tarefa é desempenhada pela pressão imposta ao coletor de admissão. Tendo isso em vista fica fácil imaginar que, se fosse possível alterar a pressão do turbo através de remapeamento da central de injeção e ignição, os resultados em termos de potência seriam muito mais expressivos que as fracas mudanças conseguidas com esse procedimento em motores aspirados.

Os carros turbo mais modernos não só adotam turbinas mais bem-dimensionadas, que permitem uma entrada em operação mais cedo, como também possuem várias soluções baseadas na eletrônica, responsáveis por uma otimização no comportamento e controle do motor sem precedentes. Entre estas soluções está o controle eletrônico da pressão de sobrealimentação -- e esta é a brecha disponibilizada pelos fabricantes que permite a uma preparação tão barata como um remapeamento obter resultados surpreendentes.

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Sem alteração mecânica pode-se elevar a pressão do turbo do motor Audi/VW para 1 kg/cm² e retirar 200 cv, mantendo taxa de compressão e combustível originais

O componente que permite toda essa aventura é uma simples válvula eletromagnética, controlada pela central eletrônica e responsável pela importante tarefa de avisar à válvula de alívio que chegou a hora de a pressão do turbo parar de subir. Essa válvula é empregada nos turbos mais recentes não só para permitir o recurso de overboost (sobrepressão), usado agora pela Fiat no Marea Turbo, mas também para evitar um comportamento indesejável da válvula de alívio. Esta é acionada pela pressão do próprio turbo e, a partir de determinado limite, começa a abrir uma passagem paralela para os gases de escapamento. Eles então vão progressivamente deixando de empurrar a turbina até que se chega a uma condição de equilíbrio, onde a pressão de sobrealimentação deixa de subir. Mas isso faz o turbo demorar um pouco mais para atingir a pressão máxima de trabalho, pois quando está próximo de atingi-la a válvula se abre e a turbina passa a ser empurrada só por parte dos gases disponíveis. E qual a solução para esse inconveniente?

solução seria a válvula de alívio receber a exata pressão que a aciona apenas no momento em que a pressão máxima de trabalho fosse atingida, evitando uma abertura parcial antes desse momento. Para tanto colocou-se, no circuito de pressão que aciona a válvula de alívio, uma válvula eletromagnética que só abre quando se atinge pressão máxima, permitindo à de alívio abrir instantaneamente (observe a figura). Esse recurso pode ser adaptado a carros turbo não originais de fábrica, bastando colocar um pressostato no papel de acionador da válvula eletromagnética. As vantagens obtidas seriam as mesmas de um turbo original: pressão máxima atingida mais rapidamente e facilidade da obtenção de um overboost.

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Esquema básico de montagem da válvula eletromagnética para acionamento da válvula de alívio e controle da pressão do turbo

Voltando aos turbos originais, você deve estar se perguntando o que tem o remapeamento a ver com isso tudo. É simples: como a pressão do turbo é controlada pela central eletrônica, basta mudar na programação do chip original a pressão na qual a válvula eletromagnética aciona a válvula de alívio, e proceder os devidos reajustes de ponto de ignição e de injeção, para obter um novo comportamento do carro. O limite disso tudo? Está na capacidade do preparador em evitar a detonação, ajustando corretamente a curva de ponto de ignição e de alimentação, ou na resistência mecânica das peças do motor original, que chegar primeiro. Mas saiba desde já que aumentos de mais de 50% na potência máxima podem ser obtidos -- tudo isso sem sujar as mãos, usando apenas um microcomputador, equipamentos eletrônicos adequados e muita paciência e experiência em ajuste fino do motor.

Realmente o campo das preparações está mudando. Obter tal incremento de potência sem sujar as mãos já parece fantástico, e mais fantástico ainda é saber que se pode fazer isso em casa dispondo de apenas 15 minutos, uma chave de fenda e um cartão de crédito internacional, e praticamente nenhum conhecimento de mecânica. Basta comprar um chip reprogramado, abrir a central eletrônica, trocar o chip e sair para um passeio num carro com outra alma. Esses chips já estão disponíveis para os carros turbo originais vendidos aqui, mas por enquanto são feitos na Europa e EUA, portanto adequados a gasolina de alta octanagem e isenta de álcool. O problema será ter de abastecer sempre com gasolina de ótima qualidade, de preferência Premium, e se necessário recorrer ainda a um aditivo antidetonante. Na falta do combustível adequado, como numa viagem pelo País, basta reinstalar o chip original para reverter tudo.

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No Marea Turbo, elevar a pressão para 1,8 kg/cm² em
situação de overboost permitiria 290 cv de potência!


E esse ovo de colombo serve para qualquer turbo original de fábrica? Infelizmente nem todos: só os que têm a pressão de sobrealimentação controlada pela central eletrônica permitem tal facilidade, como os novos Golf e Passat e os Audis A3 e A4. Seu proprietário pode até economizar usando o mesmo chip em carros diferentes, guardando-o para quando trocar o Golf por um Audi, por exemplo. O Marea Turbo também engorda esta lista e inclusive permite ter a pressão de overboost modificada, já que o carro dispõe deste recurso. Há outras opções entre os importados, como Volvo e Audi S2, bastando para identificá-los duas perguntas: "a pressão de sobrealimentação é controlada pela central eletrônica?" e "existem chips já reprogramados ou alguém capaz de reprogramá-los para aumentar essa pressão?". Isso, é claro, elimina da lista nossos pioneiros do turbo original, Uno e Tempra.

No caso dos VW/Audi a facilidade em obter tais chips é grande, pois essa motorização é muito difundida na Europa e também muito preparada. A pressão de trabalho do turbo original é de 0,5 kg/cm² e a taxa de compressão de 9,5:1, conseguindo 150 cv no motor original. Com um chip dos mais fracos é fácil chegar aos 0,8 kg/cm² e 182 cv. Ainda sem nenhuma alteração mecânica são encontrados chips que elevam a pressão do turbo para 1 kg/cm² e retiram 200 cv do pequeno motor 1,8-litro, conforme se pode observar na curva de potência. Isso ainda mantendo os 9,5:1 de taxa e gasolina comum como combustível.

Para os mais exigentes, podem ser encontrados chips que elevam a pressão para 1,3 kg/cm², ainda mantendo a taxa de 9,5:1 mas exigindo gasolina de maior octanagem, e oferecendo a opção de troca da turbina por uma maior para garantir a durabilidade original da mesma -- claro que a um maior custo. Com isso se retira assustadores 230 cv, capaz de fazer qualquer dos carros carros equipados com esse motor passar dos 250 km/h e acelerar de 0 a 100 em menos de 6,5 s, de acordo com simulações de desempenho.

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A curva de potência real, medida em dinamômetro e obtida por um fabricante de chips remapeados, mostra o ganho possível com o remapeamento (em vermelho) sobre o motor original (em verde)

Quando se pensa no Marea turbo e em sua taxa de compressão ainda mais baixa, de 8,5:1, o que reduz a tendência à detonação, as possibilidades são ainda maiores, até porque se conta com o recurso do overboost. Esse carro originalmente trabalha com pressão de 0,8 kg/cm², gerando 182 cv e com overboost de 1,2 kg/cm² que pode levá-lo por alguns instantes a 226 cv. Pode-se pensar então em pressão de trabalho de 1,2 kg/cm² e overboost de 1,8 kg/cm² sem grandes dificuldades, pois se trata de motor bastante resistente. Com uma boa regulagem das curvas de ignição e injeção durante o remapeamento não haverá dificuldades em evitar a detonação, já que a pressão mais elevada é sustentada somente por um curto período de tempo, e 1,2 kg/cm² para uma taxa de 8,5:1 é algo relativamente comum em boas preparações.

Nesta configuração o Marea obteria normalmente os 226 cv de potência e em overboost mais de 290 cv, o que o faria acelerar de 0 a 100 em cerca de 6,1 s (a aceleração é feita em condições de overboost) e atingir uma velocidade final de 244 km/h (em condição normal de pressão), desempenho para ninguém botar defeito.

Claro que tudo isso só faz sentido para quem consegue ficar insatisfeito com o desempenho dos carros turbo originais, já bastante convincente, e está disposto a gastar entre R$ 400 e R$ 600 por um bom remapeamento ou um chip importado. Pode, porém, tornar-se uma necessidade para quem foi inexplicavelmente deixado para trás por um carro igual ao seu, mas cuja central eletrônica pensa que pode ir mais longe... e efetivamente vai!

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Re: [Matéria] Tirando mais potência de carros turbos origina

UNREAD_POSTpor Rainier » Qua, 06 Out 2010 12:41

interessante essa materia
vo repassar a alguns amigos
vlw




Re: [Matéria] Tirando mais potência de carros turbos origina

UNREAD_POSTpor _L_A_E_R_T_E_ » Qua, 06 Out 2010 12:55

Uma única duvida, tem como fazer isso "mecanicamente" em carros turbos preparados ??

valvula eletromagnetica + valvula de alivio = "DO CAPETA"

Agora uma MT me da mais tesão ainda...carro d +!!!

ótima matéria!!
:clap: :clap:


Re: [Matéria] Tirando mais potência de carros turbos origina

UNREAD_POSTpor Stefenon » Sáb, 15 Jun 2013 16:44

Qual o MT (ano) que vem com esse overboost?



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