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[Matéria] Arquitetura de Motores: o coração do seu carro

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Moderador: Equipe-D

[Matéria] Arquitetura de Motores: o coração do seu carro

UNREAD_POSTpor Dinho » Ter, 05 Out 2010 09:46

21/10/2005 09:00 | Curiosidades

A assinatura da potência
Por Michelle Raeder e Daniel Simonetti
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Fonte http://carroonline.terra.com.br/serverp ... info=12472

[color=blue]Diversos tipos de formatos com o mesmo propósito: fazer nossos carros andarem. Como e de que forma isso acontece, depende muito de qual motor estamos falando, em linha, em V, W ou o que? Conheça mais sobre eles

Os primeiros motores voltados para uso em veículos foram criados por volta de 1770. Eram motores a vapor, pesados e desajeitados. Em 1860 foi desenvolvida a primeira unidade motriz para veículos, com a invenção do motor de combustão interna pelo belga Etienne Lenoir. Um século depois, Karl Benz e Gottlieb Daimler, na Alemanha, e Albert de Dion e Armand Peugeot, na França, passaram a fabricar automóveis com este tipo de motor, destinados à venda.

Essa invenção que nos acompanha até hoje foi um grande avanço na indústria automobilística, mas no que diz respeito a seu princípio de atividade, o avanço ficou parado no tempo. O seu funcionamento ainda é o mesmo descoberto por Etienne Lenoir: a queima de uma mistura de vapor e combustível forma a explosão, que movimenta os pistões e, por meio de bielas, faz girar o virabrequim, produzindo a força que é transmitida para as rodas do veículo.

O que realmente mudou em toda essa estrutura, foram os formatos e materiais utilizados para construir os propulsores. Com o passar do tempo, os veículos foram evoluindo e as montadoras foram obrigadas a pensar em motores mais compactos e potentes. O resultado foi o surgimento de várias arquiteturas que são definidas pela posição dos cilindros e até motores com o mesmo princípio, mas de funcionamento totalmente diferente.

Saiba um pouco mais sobre os principais formatos de motores usados na indústria automobilística.

Motor em linha

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Este motor é o mais comum e largamente utilizado pelas montadoras. Seu nome vem dos cilindros alinhados, posicionados um ao lado do outro, como uma fila. Sua estrutura simplória o torna mais barato, permitindo uma vasta utilização em todos os tipos de automóveis. Podendo ser de dois ou mais cilindros (alguns carros chegaram a utilizar até 12 cilindros), o motor em linha é o famoso “bom e barato”. Porém, a busca por mais potência e melhores desempenhos tornaram esse tipo de motor limitado. Imagine só o comprimento de um motor com 12 cilindros enfileirados, haja espaço!




Motor em V

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A busca por mais potência e economia de espaço levou aos famosos motores em V. Assim como o motor em linha, o motor em V tem seu nome adotado pelo posicionamento de seus cilindros, ou seja, duas fileiras de cilindros ligadas ao virabrequim, formando um “V” no bloco do motor. Essa disposição possibilitou a produção de motores “menores” e potentes. Para se ter uma idéia, um motor 8 cilindros de 5.0 l, que se fosse em linha seria bastante comprido, no caso do motor em V reduz consideravelmente o comprimento, podendo ter um virabrequim mais curto e mais rígido, o que permite ao motor trabalhar mais suavemente a elevado regime de rotação. Como esse motor é mais complexo que o espartano motor em linha, ele também é mais caro e seu uso é mais propício em carros que buscam uma performance mais esportiva. Seu ronco se diferencia em função dos números de cilindros, mas todos parecem música.

Esses motores podem ter diversos tipos de inclinação que é definida pelo grau de abertura do “V”. Os menores como é o caso, do V6 do Golf VR6, chegam a ter apenas 15 graus de inclinação. Nesse caso, os cilindros estão tão próximos uns dos outros, que formam uma espécie de“zigue-zague”, e usam um único cabeçote.




Motor Boxer

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Esse é o famoso motor utilizado no Fusca e na Kombi, porém, este grau de parentesco com esses carros populares, não significa que é um motor fraco – ele também utilizado em Porsches e Subarus, famosos por seus altos desempenhos. Trata-se de um propulsor de cilindros horizontais opostos, que permite um outro tipo de configuração e disposição. O Boxer é um motor mais baixo e largo que o motor em linha, podendo ser utilizados em cofres (habitáculo do motor) mais baixos que o comum. Alguns desses motores são refrigerados a ar e tem um som mais metálico que o de um motor convencional.




Motor W

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Esquemas do W12

Não faz muito tempo que este tipo de arquitetura de motor foi inventada. Sua concepção só foi possível com o desenvolvimento dos motores em V de pouca inclinação e cabeçote único. O motor em W nada mais é que a junção de dois motores em V com essas características. Ele é voltado para muita performance e seu custo é bastante elevado, por isso é encontrado em veículos topos de linha e superesportivos, todos muito potentes. E apesar de apresentar elevada capacidade cúbica, os motores em W, são relativamente compactos.


Motor Rotativo

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Também conhecido como motor Wankel, esse tipo de motor é o mais diferente entre os motores a combustão, e pode ser considerado um capítulo à parte. Em 1951, Felix Wankel em contatos com engenheiros da NSU a fim de estudar problemas de vedação em espaços irregulares, acabou descobrindo a possibilidade do motor rotativo.Como o próprio nome já diz, faz movimentos rotativos e não como os outros motores que os cilindros vão para frente e para trás ou para cima e para baixo.

Assim como os motores quatro tempos ele possui as quatro fases normais de um motor convencional (admissão, compressão, expansão e expulsão), mas como o pistão tem formato triangular e seu virabrequim é substituído por um rotor, três dessas fases ocorrem ao mesmo tempo.

Ele tem um ruído característico, mais agudo, e mesmo com baixas cilindradas, pode gerar muita potência e torque. Um exemplo atual é o Mazda RX8 que, com apenas um motor de 2 rotores e 1.3 l, pode gerar 238 cv de potência. Porém, este tipo de motor não tem uma curva de potência muito elástica e para não ter problemas de vedação os fabricantes tem que ter um alto rigor nas especificações do projeto e a mínima tolerância em sua produção.



Marca X Tipos de motor

- Alfa Romeo Utiliza um motor em linha 4 cilindros nos menores e um V6 nos mais potentes
- Audi Tem motores em linha, mas seu forte são os V turbinados (V6, V8 e V12)
- BMW É uma das poucas marcas a adotar o 6 cilndros em linha. Também tem uma ampla gama de motores em V
- Chevrolet No Brasil, vigoram apenas os motores 4 cilindros em linha. A exceção é o V6 do Omega importado
- Chrysler Oferece o V6 e o 4 em linha
- Citroën Como a Chevrolet, trabalha com o 4 em linha e um V6 no C5
- Fiat Somente em linha, sendo os 4 cilindros a maioria, além de um 5 cilindros que equipa o Marea e o Stilo
- Ferrari Os modelos mais recentes possuem motores em V (de 8 e 12 cilindros)
- Ford Tudo 4 em linha, exceto pelo motor da F250 (6 cilindros) e o V6 do SUV Explorer
- Honda Em linha nos nacionais e alguns importados, menos o Accord V6
- Hyundai Tem V6 em alguns utilitários, além de 4 cilindros em linha
- Jaguar Outra que optou pelos motores em V
- Jeep Há um 6 cilndros em linha e outro V8
- Land Rover O Defender é o único que usa um motor em linha. Os demais vão de V6 e V8
- Lexus Apenas motores em V
- Maserati Usa um motor V8 em todos os modelos importados
- Mazda É a marca que domina a tecnologia dos motores rotativos, usado no modelo RX-8. Nâo tem representação oficial no Brasil
- Mercedes-Benz Na mesma situação da BMW: tem um motor em linha, mas o que impera mesmo é o V
- Mitsubishi Divide seus modelos entre o motor 4 cilindros em linha e o V6
- Nissan Idem a Mitsubishi
- Peugeot Faz uso de três versões de motor 4 cilindros em linha com 1.0 (comprado da Renault), 1.4 e 1.6 litro, além de V6 3.0 litros
- Porsche Nos modelos esportivos, reina o boxer, mas o Cayenne vem com um V10 potente
- Renault Repete a estratégia da rival Peugeot
- SsangYong Com motores by Mercedes-Benz de 5 e 6 cilindros em linha
- Subaru Usuária exclusiva do boxer no Brasil
- Toyota também adota a dupla 4 em linha e V6 em seus carros vendidos no país
- Volkswagen Os 4 cilindros em linha se destacam, mas há um V6 e um V8, sem falar no W8 e W12
- Volvo O principal motor é um 5 cilindros em linha, mas há um 6 em linha e um V8 no XC90





O lubrificante circula dentro do motor do seu carro para atenuar os efeitos do atrito de uma peça a outra.
Fonte: Forum Clube do Marea (CDM)
http://www.clubedomarea.com.br/forum/in ... =32759&hl=


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01 Comando de válvulas. A parte mais alta por onde o lubrificante passa. É também por aqui que ele entra pela primeira vez no motor, para manter o eixo sempre limpo e azeitado.

02 Cárter. Com a gravidade, ele escorre por dutos até este reservatório. Aqui, ele se resfria para voltar à circulação. Os aditivos dispersantes, presentes em todos os lubrificantes, agem para evitar a formação de borra.

03 Bomba de óleo. recolhe o que está no cárter e o faz circular de novo. O lubrificante deve estar sempre limpo para evitar problemas na bomba.

04 Filtro. Deve ser trocado regularmente, para manter todo o sistema de lubrificação eficiente. Retém a maior parte das impurezas.

05 Mancais do virabrequim. Para manter o virabrequim lubrificado e limpo, o líquido é pulverizado sobre este tipo de eixo que movimenta os pistões.

06 Pistões. O óleo deve permitir que o pistão se movimente livremente e, ao mesmo tempo, evitar que as partes metálicas entrem em contato direto entre si. Assim, evita superaquecimento e ajuda a refrigerar os componentes.

07 Dutos para cabeçote. É através de pequenos canais como este que o óleo chega até o alto do motor, recomeçando sua jornada.É importante que os dutos estejam livres e limpos.

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