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Carros flex: Vilão ou Mocinho?

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E você: acha o carro flex bom ou ruim?

Bom, tenho opção de abastecer com 2 combustíveis
8
73%
Ruim, não consigo relação de PotênciaxEconomia
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27%
 
Total de Votos : 11

Carros flex: Vilão ou Mocinho?

UNREAD_POSTpor Dinho » Qui, 22 Nov 2007 11:35

Serviços
Confusão no tanqueDaniel Camargos - Estado de Minas


Dúvidas sobre funcionamento da tecnologia bicombustível ainda assolam motoristas, o que produz mitos e teorias erradas sobre funcionamento e mistura de álcool e gasolina

Citroën/Divulgação
Imagem

Há quase quatro anos a tecnologia bicombustível está no mercado. Em outubro, 86,5% dos carros fabricados no Brasil saíram das linhas de montagem com a tecnologia, que permite o abastecimento com álcool, gasolina ou a mistura de ambos. A despeito do sucesso, uma série de dúvidas paira entre os consumidores e com elas surgem os mitos, que não passam de crendices pela falta de conhecimento.

Consumo
Basta entrar em um táxi ou esticar a conversa com o frentista para concluir que os carros flex consomem mais que os modelos que usam apenas um combustível. O supervisor de serviços técnicos da Ford, Reinaldo Nascimbeni, explica que a relação não é tão direta assim. Segundo ele, para ser capaz de queimar álcool e gasolina foi preciso aumentar a taxa de compressão do motor, o que, conseqüentemente, gerou melhor performance e, em muitos casos, aumentou a potência. "Por isso, comparar o mesmo motor a gasolina com um bicombustível é errado, são propulsores diferentes", explica.

O chefe de engenharia de aplicação de sistemas da Robert Bosch, Flávio Vicentini, responsável por desenvolver a tecnologia bicombustível para diversas montadoras, explica que o segredo para manter o consumo é o sensor que faz a leitura do tipo de combustível a ser utilizado. Vicentini explica que o álcool exige taxa de compressão maior e que o sensor que faz a leitura é capaz de encontrar a equação exata para trabalhar com o derivado da cana-de-açúcar, do petróleo ou misturados.

Equação
Vicentini acredita que a desconfiança em relação ao consumo vem do fato de muitos motoristas usarem gasolina com um resto de álcool no tanque. Isso ocorre porque o motor a gasolina é mais econômico, enquanto o álcool proporciona melhor desempenho. Tanto que para decidir com qual dos dois encher o tanque, o motorista deve dividir o valor do litro do álcool pelo valor do litro da gasolina e depois multiplicar o resultado por 100. Assim, se o resultado for superior a 70 o ideal é usar gasolina e se for menor, o álcool. Exemplo: com os preços médios dos postos de Belo Horizonte, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP): R$ 1,421 (álcool) / R$ 2,282 (gasolina) = 0,62 x 100 = 62. Na capital, abastecer com o derivado da cana-de-açúcar é mais econômico.

Primeira
Outra teoria é que o primeiro abastecimento do carro deve ser com gasolina. Para Nascimbeni isso é mito. Ele acredita que a origem da inverdade é que quando os carros deixam a fábrica saem com gasolina no tanque, mas isso, segundo ele, é uma questão logística, pois manter apenas um tipo de combustível na fábrica é mais simples. Vicentini reforça a mitologia do primeiro abastecimento e confirma que o veículo pode ser abastecido com qualquer álcool ou gasolina, independentemente do momento.

Limpeza
Porém, Nascimbeni e Vicentini têm visões diferentes quanto a abastecer o carro somente com um combustível. Segundo Nascimbeni, a recomendação da Ford é que a cada 5 mil quilômetros rodados, caso o motorista use apenas um tipo de combustível, ele deve encher o tanque com o que não abastece. A medida visa principalmente aqueles que só usam o álcool. A recomendação da Ford é preventiva, salienta Nascimbeni, e visa retirar o depósito de resíduos da carbonização, localizados, principalmente, na base de válvula de admissão. "A gasolina tem solventes diferentes em sua composição e que dissolvem os resíduos em sua passagem pelo sistema", explica.

Picaretagem
Já Vicentini explica que a recomendação da Ford não se aplica aos sistemas desenvolvidos pela Bosch, que contempla veículos das seguintes marcas: General Motors, Peugeot, Citroën, Volkswagen, Honda e Fiat. Entretanto, ressalta que por ser mais corrosivo que a gasolina, o álcool exige que todas as peças da injeção em contato com o combustível sejam protegidas. Porém, diversos componentes do sistema são específicos dos motores flex, como o sensor de oxigênio (ou sonda lambda) aquecidas; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool; velas de ignição com extensão de temperatura ampliada, válvulas e assentos de válvulas do cabeçote em material especial, módulo de controle eletrônico do motor com alta capacidade de processamento, alta velocidade de cálculo e maior capacidade de memória. Isso prova que os kits comercializados no mercado para conversão para bicombustível são insuficientes e comprometem o funcionamento. Se fosse fácil, as montadoras não precisariam investir milhões em pesquisa.

Tanquinho
Existem dúvidas também em relação ao uso do reservatório de partida a frio, o popular tanquinho. O reservatório deve ser abastecido com gasolina quando o tanque está com álcool e a temperatura for inferior a 20°C. Isso porque com o álcool pode haver dificuldade na partida e a gasolina do reservatório é utilizada, evitando forçar a bateria. Entretanto, o tanquinho exige cuidados especiais. Como a gasolina tem validade de 90 dias, se não for utilizada nesse período pode gerar formação de goma, danificando o sistema. Por isso, o ideal é usar gasolina premium, com validade de um ano, ou ficar atento para as datas de abastecimento e substituir a gasolina antes do envelhecimento. Há alguns modelos, como os da Honda, que todas vezes em que o motor é ligado, a gasolina é injetada, independentemente de ser necessário ou não. Esse procedimento evita o envelhecimento do combustível.



Dúvidas flex
Publicado em: 12 de Novembro de 2007, por producaouai

A tecnologia bicombustível completou quatro anos em 2007. Desde 2003, muitas coisas mudaram, e a evolução está chegando aos poucos. Na primeira fase dos motores flex, a meta era o ganho de potência e desempenho. A fase que estamos agora está voltada para a melhora do consumo de combustível (finalmente!!!), mas sem a perda de desempenho, como podemos ver no motor 1.4 Econo.Flex da Chevrolet, considerado um dos primeiros propulsores da nova geração bicombustível.

Entretanto, mesmo com a ampla difusão dos carros que podem rodar com álcool, gasolina e com a mistura dos dois combustíveis, muitas pessoas têm dúvidas a respeito do abastecimento. Parte desta desinformação está relacionada às concessionárias e oficinas, que sempre dão "dicas" para ajudar o cliente. Mas estas dicas nem sempre são verdadeiras. Pensando nisso, o De 0 a 100 fez uma lista de mitos e verdades sobre os motores flex. Espero que isso possa ajudar.

MITOS

. No primeiro abastecimento de um carro flex 0 km, devemos sempre usar gasolina.
Mito porque o motor bicombustível foi construído para rodar com qualquer combustível, não importando a quantidade de álcool ou gasolina. Mas é importante que o tanque de partida a frio esteja abastecido com gasolina, de preferência aditivada, que tem a vida útil mais longa.

. É bom misturar álcool e gasolina ou alternar o abastecimento entre um tanque e outro de álcool e gasolina.
Mito. Como eu disse acima, os propulsores foram desenvolvidos para funcionar com qualquer um dos combustíveis e com a mistura de ambos.

. O sistema flex pode viciar se o carro for abastecido com apenas um dos combustíveis.
De acordo com alguns fabricantes, se o motorista preferir, ele pode abastecer o tanque do seu carro com apenas um dos combustíveis durante toda vida útil do carro. A Ford tem uma opinião um pouco diferente. Os motores possuem peças e componentes desenvolvidos especialmente para funcionar com os dois combustíveis, como sonda lambda aquecida; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool e velas de ignição com extensão de temperatura ampliada. Por isso, nunca compre esses chips que fazem a transformação do carro "monocombustível" para flex. Esse chip é PICARETAGEM!

. Carro flex demora mais para pegar, especialmente no frio, mesmo com "tanquinho" de partida a frio cheio.
Mito porque o sistema de partida a frio, quando abastecido de gasolina, de preferência aditivada (Podium é a mais indicada), resolve o problema. Quando o reservatório está vazio, e o carro abastecido com álcool, realmente o modelo pode ter dificuldade para pegar. O "tanquinho" evita que o veículo use e abuse da bateria para pegar. Vale a pena verificar periodicamente o volume de combustível no reservatório de partida a frio para evitar problemas, especialmente se você roda só com álcool.

VERDADES

. Ao trocar de combustível, é preciso rodar um pouco com o carro antes de desligar o motor.
É verdade. A central eletrônica do sistema flex precisa de um tempo para "se entender" e reconhecer o novo combustível que está no tanque. A recomendação é que o motorista rode cerca de 6 km para o sistema entender as mudanças e definir as melhores condições de queima do combustível.

. Se eu for a um posto de combustível que eu não conheço e confio, devo optar pelo álcool.
Isso é verdade. O tipo de adulteração mais comum do álcool é a adição de água, que prejudica menos o motor em relação à adulteração da gasolina, que costuma ganhar solventes estranhos.

. A gasolina que fica no "tanquinho" de partida a frio fica velha.
É verdade para alguns modelos e mentira para outros. Nos motores flex da Honda, por exemplo, toda vez que o carro é ligado, o sistema usa um pouco da gasolina do sistema de partida a frio. Desta forma, o "tanquinho" está sempre recebendo gasolina nova periodicamente. Já para os líderes de mercado, Gol e Palio, o motorista deve sempre abastecer o reservatório de partida a frio com gasolina aditivada, de preferência a Podium, que é mais limpa e que tem maior validade (cerca de um ano) do que a gasolina comum (aproximadamente 90 dias). Mas é sempre interessante limpar o reservatório duas vezes por ano.

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UNREAD_POSTpor Dinho » Qui, 22 Nov 2007 11:39

Eu acho meio estranho, pois o álcool exige uma taxa de compressão maior para ter uma relação PotênciaXAutonomia ideal (11:1, salvo engano).

Enquanto a taxa de compressão ideal da gasolina é menor (carros 8:1, 8,5:1).


Aí no motor Flex vc faz um carro com taxa de compressão intermediária, que não atende perfeitamente bem nem a gasolina nem o álcool...


Pra mim, o motor flex é uma das "Adaptações" de motor mais bem feitas e pesquisadas... a gente só vai saber a verdade daqui a uns 10 anos que os primeiros carros Flex forem totalmente desmontados a a gente ver o resultado...


UNREAD_POSTpor digus » Qui, 22 Nov 2007 11:55

Mandou bem demais Dinho...

Ótima matéria...


UNREAD_POSTpor Kleberlpa » Qui, 22 Nov 2007 11:57

O Flex roda com taxa quase ideal para o álcool. A diferença é o sensor de detonação, que atrasa o ponto quando o motor bate pino. Desta forma é possível rodar com gasolina. MAS, dependendo da altitude, se você rodar com gasolina comum o motor vai ser obrigado a corrigir batidas de pino o tempo todo, ou seja, o desempenho cai.

Vale lembrar que o motor VHC do celta é, na realidade, o velho família I 1.0 do corsa, só que a álcool. Quando ele foi transformado em gasolina, adicionaram o Knock Sensor. Depois virou flex, mas por via de regra, já era um motor a álcool.

Quanto a alguns desses mitos, vale lembrar uma coisa que ninguém citou: Gasolina suja o tanque. Então é bom tentar alternar entre os combustíveis com alguma regularidade. Se você ficar rodando 1 ano inteiro com gasolina e depois mudar pro álcool, a sujeira do tanque vai pro filtro. O risco pra bomba é grande.


UNREAD_POSTpor SkY » Qui, 22 Nov 2007 11:59

Massa a matéria!

:D


UNREAD_POSTpor lotus_negra » Qui, 22 Nov 2007 12:12

:clap: :D


UNREAD_POSTpor Jack Daniels » Qui, 22 Nov 2007 13:36

Acho que o motor felx aind tá longe do ideal. O adequado realmente seria um motor com taxa de compressao variável. E já existe esse projeto, só n lembro qual montadora que o está desenvolvendo.

O Palio da minha namorada é novinho, motor 1.3 felx. Ele consome, rodando apenas no alcool, exatamente o mesmo que meu Voyage 1.8 carburado alcool. Eu fico me perguntando, que vantagem é essa que tanto se fala do carro flex?

Eu só rodo com alcoo,. independente do preço. É um combustivel bem mais limpo e que trás o melhor rendimento do motor. Gasolina pra mim é coisa do passado.


UNREAD_POSTpor EltinhU.U » Qui, 22 Nov 2007 13:40

Acho que já até postei por aki que acho esses carros flex uma gambiarra de luxo.

SNME a taxa ideal pra gasolina é 9,3:1 e pra álcool é 12:1

Kleberlpa escreveu:O Flex roda com taxa quase ideal para o álcool. A diferença é o sensor de detonação, que atrasa o ponto quando o motor bate pino. Desta forma é possível rodar com gasolina. MAS, dependendo da altitude, se você rodar com gasolina comum o motor vai ser obrigado a corrigir batidas de pino o tempo todo, ou seja, o desempenho cai.

Vale lembrar que o motor VHC do celta é, na realidade, o velho família I 1.0 do corsa, só que a álcool. Quando ele foi transformado em gasolina, adicionaram o Knock Sensor. Depois virou flex, mas por via de regra, já era um motor a álcool.

Quanto a alguns desses mitos, vale lembrar uma coisa que ninguém citou: Gasolina suja o tanque. Então é bom tentar alternar entre os combustíveis com alguma regularidade. Se você ficar rodando 1 ano inteiro com gasolina e depois mudar pro álcool, a sujeira do tanque vai pro filtro. O risco pra bomba é grande.


interessante, não sabia que os VHC são derivados do F1, tá explicado o Very High Compressure

muito bem lembrado sobre os depósitos de resíduos provocados pela gasolina


UNREAD_POSTpor Kleberlpa » Qui, 22 Nov 2007 13:48

Jack Daniels escreveu:Acho que o motor felx aind tá longe do ideal. O adequado realmente seria um motor com taxa de compressao variável. E já existe esse projeto, só n lembro qual montadora que o está desenvolvendo.

O Palio da minha namorada é novinho, motor 1.3 felx. Ele consome, rodando apenas no alcool, exatamente o mesmo que meu Voyage 1.8 carburado alcool. Eu fico me perguntando, que vantagem é essa que tanto se fala do carro flex?

Eu só rodo com alcoo,. independente do preço. É um combustivel bem mais limpo e que trás o melhor rendimento do motor. Gasolina pra mim é coisa do passado.


Vantagem nenhuma... Fui pra Salvador à trabalho, em dezembro do ano passado, e no FDS aluguei um palio da Localiza. Veio com o tanque cheio de álcool. Fui uma vez pra Praia do Forte, rodei um pouco na cidade, fui pro Pelourinho, Solar do Unhão, Mercado central. Roteiro básico, mas tudo perto. De lá fui pro Aeroporto, com apenas 1/4 de tanque. BEBEU PRA *****! E ainda voltei com uma multa por excesso de velocidade... :cry:


UNREAD_POSTpor Jack Daniels » Qui, 22 Nov 2007 13:55

Kleberlpa escreveu:
Jack Daniels escreveu:Acho que o motor felx aind tá longe do ideal. O adequado realmente seria um motor com taxa de compressao variável. E já existe esse projeto, só n lembro qual montadora que o está desenvolvendo.

O Palio da minha namorada é novinho, motor 1.3 felx. Ele consome, rodando apenas no alcool, exatamente o mesmo que meu Voyage 1.8 carburado alcool. Eu fico me perguntando, que vantagem é essa que tanto se fala do carro flex?

Eu só rodo com alcoo,. independente do preço. É um combustivel bem mais limpo e que trás o melhor rendimento do motor. Gasolina pra mim é coisa do passado.


Vantagem nenhuma... Fui pra Salvador à trabalho, em dezembro do ano passado, e no FDS aluguei um palio da Localiza. Veio com o tanque cheio de álcool. Fui uma vez pra Praia do Forte, rodei um pouco na cidade, fui pro Pelourinho, Solar do Unhão, Mercado central. Roteiro básico, mas tudo perto. De lá fui pro Aeroporto, com apenas 1/4 de tanque. BEBEU PRA c******! E ainda voltei com uma multa por excesso de velocidade... :cry:


Mlk, tu é ninja de conseguir multa num Palio! O que foi, alguém tava te guinchando na hora, ou foi o vento que ajudou? kkkkkkkkkkk

Mas é real. Carro flex bebe um horror! Fora a manutenção precoce que muitos modelos tiveram por causa de suas sondas lambdas que n conseguiam processar os dados de queima na velocidade ideal que um carro desses exige.

Nao gosto, n tem jeito... Ainda tem muito o que melhorar pra conquistar meu apreço.


UNREAD_POSTpor rodriggoweb » Sex, 23 Nov 2007 07:45

o q vale a contribuiçao do combustivel alcool pra nao poluir tanto o meio ambiente!
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